domingo, 1 de maio de 2016
A complexidade de ser sete bilhões
Enxerga-te mergulhado na incoerência e limitação etimológica do dicionário. Uma eterna incógnita buscando sentido sem ter tido um certo dessentimento ou perda em meio a desilusão do que é ser. Da complexidade de reconhecer-te e aceitar a si como como um indivíduo sobre infinda coerção social. Da dificuldade que é sentir-se pertencente a um espaço alarado, jocoso, lúdico, selvagem, bucólico... não há definição para exprimir o cenário turbulento e incerto. Render-se aos conceitos pré-estabelecidos de modelos vitais é tão sintético quanto acreditar na emergência de uma mão salvadora que te busque desse abismo subjetivo construído pelo próprio indivíduo o qual só ele pode elevar-se sobre a margem -que separa os minerais superiores vítimas da modificação externa pisadas por pés metafóricos- do conceito do que é viver, amanhecer, florescer sobre si mesmo. Uma complexidade indescritível, não expressiva e não explicativa. A abstração do ser tão monótono, porém tão divergente dos demais me coloca em posição confusa de sanidade, mas por outro lado tão poético. Uma fria poesia que se aquece em versos não lineares, quebrando expectativas de uma sociedade tão indiferente e passiva de falsos conceitos revolutivos. Enganam-se racionalmente ? reconhecem a miséria que é viver o que não somos? até que ponto conseguiremos ser quem somos ? a resposta se encontra no entendimento de si que não deve ser interpretado de maneira tão superficial e comparativa. Uma maneira única de sermos um em 7 bilhões e ao mesmo momento, uma pressão de 7 bilhões em um só. Como já dizia Caetano: " Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."
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