Já vi os alegres
os que não deixavam nada atrapalhar o riso
os que viviam na plenitude do gozo
Hoje vejo os descontentes
escondendo os dentes
perante uma sociedade tão hipócrita
Já vi os amores em cada esquina
em cada banco de praça
em cada olhar cintilante
em cada promessa
Hoje vejo o desafeto
o superficial
meros brinquedos ostensivos
a hilaridade das promessas
Já vi mais trabalhadores
mais sonhadores
mais militantes
Hoje vejo mais acomodados
Os acordados sésseis
Mais murmuradores
Estaria sendo eu míope?
Me deram lentes
Mas não quero essas lentes!
Como ver gente que me trará a dita sanidade?
Quero a minha liberdade
Quero que floresça a sanidade aos que perecem inertes
Aos que Morrem no silêncio da ilusão.
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