sábado, 17 de outubro de 2015
Com que rosto ela virá?
Sempre que nos remetemos a algo dito tóxico, optamos pela atenção e distância. No entanto, quando um radical consegue amenizar a seriedade por detrás da semântica, o veneno pode estar à mesa. Legumes, verduras, frutas; a lista de contaminação é vasta, os agrotóxicos estão por toda a parte e seus efeitos vêm se mostrando cada vez mais silenciosos e fatais.
Durante o ano de 1960, uma revolução marcaria o sistema de produção agrícola. A demanda crescia a uma velocidade assombrosa dificultando o seu suprimento. Desse modo, surge através de uma política governamental, a Revolução Verde que com sua produção em massa, para se manter, necessitava da participação de insumos químicos. Todavia, perdas eram comuns, mas não aceitáveis. A ganância fez-se protagonista aliada ao uso excessivo de agrotóxicos aumentando o nível de mortalidade e pior qualidade de vida.
Tal consequência não tem se mostrado bastante para a diminuição desse uso excessivo. Nos últimos dez anos os agrotóxicos tiveram um crescimento de duzentos por cento (200%) no mercado nacional brasileiro. Nesse período, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de intoxicados chegou a quase noventa mil e, de mortes, mil e setecentos casos nos anos de 2010 a 2011.
Ademais, o meio ambiente não tem sido beneficiado quando articulado a ignorância de alguns agricultores que descartam as embalagens de forma irregular, poluindo rios, causando intoxicações acumulativas em seres vivos e comprometendo a polinização entomófila com a morte de insetos -escassez de alimentos. Nisso, percebe nitidamente os malefícios intrínsecos a essa demasia. Mortes têm sido o lema dos agrotóxicos e o rosto que tem sido utilizado para isso é o que temos acreditado ser bom e saudável desde a infância.
Sendo assim, o controle é necessário. É preciso que as redes supermercadista trabalhem com vistoria de qualidade no que tange o teor de agrotóxicos nos alimentos. É preciso intensificar a promoção preventiva de saúde para moradores das regiões próximas, além de monitoramento do uso do insumo químico. Assim, com o uso comedido, será possível vincular a saúde das safras à saúde humana e ambiental.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário