sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Em busca do protagonismo

   

        "O comprimido deve ser ingerido a cada cinco horas". É trivial vermos tal orientação em alguns medicamentos que buscam sanar enfermidades de forma iminente. Doenças que já mataram milhões de indígenas no período das grandes navegações encontram seu tratamento,  hoje, em vacinas ou em pequenas cápsulas, frutos do advento da indústria farmacêutica. No entanto, por trás do avanço tecnológico a par da promoção à saúde, esconde-se o interesse monetário das indústrias, comprometendo a ética da medicação.
        Em primeiro plano, é notório que medicamentos industriais ou manipulados venham acompanhados de praticidade e bons resultados na recuperação da saúde. Entretanto, ao serem articulados a artifícios publicitários de venda e na demasia de farmácias vistas a cada esquina, tem-se atribuido o papel de coadjuvante à promoção da saúde.
        Ademais, um caso recente e visível de interesse em lucros se mostrou notório: o vírus Ebola, que assola por décadas a África, tem tido ênfase na mídia. Porém, o lugar de destaque foi alcançado apenas quando houve contaminação em países considerados grandes potências, originando em alguns meses vacinas para o combate do agente patológico. Segundo Margareth Chan, diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma indústria com fins lucrativos jamais investirá em produtos para mercados que não podem pagar.
        Diante disso, a ética na disseminação da saúde se mostra nitidamente comprometida. Convém, então, surgir políticas mais rígidas de controle para aquisição de medicamentos, sendo estes em prol da recuperação e tratamento eficaz de pacientes e não apenas fontes de lucro. É necessário que às universidades trabalhem em uma melhor formação na área da saúde para que estes profissionais não venham ser corrompidos por ganância. Assim, poderemos validar um papel plausível da indústria farmacêutica aliada ao seu primordial dever como promotora de saúde.
     

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