quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Patrimônio público: responsabilidade de todos

   
          Na Pré-história, com ausência da ciência escrita, a representação de figuras em rochas ou em interiores de cavernas era uma das formas de comunicação da época. Hoje, tal artifício de manifestação comunicativa tem-se resultado em ações que transformam esse canal em mera ferramenta de mácula através de pichações articuladas a errôneos ideais revolutivos que induzem pessoas a depredarem o patrimônio público sem a consciência de que serão elas mesmas responsáveis -junto a sociedade- pela reparação, através de impostos.
        Primeiramente, vê-se que há um conceito de destruição vinculado as manifestações de caráter reformista ou revolutivo, em especial. A coroa francesa queria manifestações ordeiras, mas a Revolução manifestou-se de outra forma -destruição da Prisão da Bastilha, por exemplo. Isso cria nos ativistas uma imprescindível necessidade de violência para obtenção de mudanças refletindo em grupos como Black Bloc's :céticos ao movimento pacífico.
        Diante desse cenário, prejuízos emergem uma vez que o direito social ao lazer  e educação, como praças e escolas, tornam-se inacessíveis ao lazer familiar e à educação da criança, no qual esta busca preencher o momento de ócio com a internet, ficando tênue ao sedentarismo e desenvolvendo doenças, como obesidade, ou se tornando suscetível a crimes virtuais.
        Ademais, a depredação do patrimônio público interfere diretamente na economia do Estado, uma vez que a violência diminui o fluxo turístico e em consequência, a receita, gerando desemprego e aumento da criminalidade. Nisso, nota-se que a importância pela preservação do patrimônio público não se limita a estética, mas considera o contexto aderido a ele. 
         Em vista disso, surge a importância da população, ao requerer seus direitos, agir com consciência ao saber que o dinheiro utilizado na recontrução de escolas, por exemplo, poderia ser utilizado para aperfeiçoamento das existentes. Aos jovens que optam pela pichação e depredação, cabe, por parte do poder legislativo e executivo formular e impor punições mais abrangente não se limitando a três meses de prisão, mas cobrar reparos e conserto do degradado. Ao governo municipal cabe promover festivais com temáticas de "mostre seu talento à comunidade" para que, jovens, após construírem suas obras artísticas, saibam reconhecer o valor da produção. Dessa forma, ao preservarmos nossos patrimônios, poderemos abrir os braços aos benefícios.

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