E o platônico martiriza o recôndito do inconsciente.
Seja por força ou silêncio, seja por uma pungente fé demasiada em algo incerto,
Seja por desalento em meio ao caos de dúvidas.
O amor é um mistério que pode ser visto com simplicidade.
Mas não é.
Recolhe os porquês e demais questionamentos e esconde em buracos negros.
Quando são descobertos, os comentários somem, as fotos desaparecem após a triste decisão de exclusão
A história idealizada em planos tão concretos, ou não, se desmoronam em barrancos sem alicerce com os rios salinos de lágrimas comumente noturnas.
No âmago do coração dói, no âmago do quarto destrói as cartas,
Fotos, flores, as cores.
Tudo se faz cinza, e o cinza se faz em meio ao retrocesso um retorno ao primórdio.
Ligações surgem, amores surgem.
As incertezas gritam, mas o medo de expressar os porquês aparece mais uma vez: Iminência de um novo recomeço.
A roda dos amores é fiel e suscetível a todos.
No hipotético fim, devemos nos entregar por inteiro?
Devemos negar o clímax dos desejos e reconhecer que esse belo amor terá um fim?
Viva como queira, mas não ignore a hipótese de uma quebra trágica nesse paraíso linear.

Nenhum comentário:
Postar um comentário