sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
A majestade do Silêncio
Com toda certeza uma resposta de reprovação é como um balde de água fria em toda esperança. Uns aceitam, outros relutam e insistem - em vão, quando o não é ditador. Nem sempre existirá porquês, ou não deverão ser ditos. Apenas uma abrupta negação basta aos fadigados de buscar respostas. Nisso, o silêncio ganha preferencial. Acabamos gostando das falsas esperanças geradas pelas lacunas de possibilidade. O silêncio nos faz sonhar, idealizar, sorrir ou chorar, nos abre o peito as construções nem sempre possíveis, mas passíveis de serem uma hipotética solução, um oásis em meio ao escaldante deserto de medo, talvez. Nas magnitudes do silêncio se revela a paz. O ser humano busca essa paz e, negar a exuberância desse ato, pode ser fatal. O amor inicia no silêncio do olhar, mas, também, termina na duração do silêncio. No swing do jazz, a pausa, o silêncio, interfere no andamento harmônico. Na beleza do canto de aves silvestres, se não houvesse o silêncio, o belo canto seria atordoante. Em tudo o silêncio demostra o prazer da ausência de certas frequências. É nesse silêncio que buscamos nos estabilizar. Vivemos buscando respostas, mas o silêncio ecoa com toda majestade de sua abrangência de probabilidades. Torço para que possamos, um dia, reconhecer a importância das pausas -nem que sejam de curta duração. Que possamos construir e também desmontar ideais e sonhos quando recebermos o silêncio como resposta. Em todo caso, prefira um difundido e misterioso silêncio do que um não ditador de mágoa e muita dor.
Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se revela a mim. -Albert Einstein
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