Meu coração remói-se em desespero, minha alma se dilacera e sufoca-me junto ao meu silêncio. Minha vontade era gritar na intenção do socorro abdicar o seu ócio e remeter-se somente a mim com uma solução iminente. Mas não, ele está distante; de mão atadas, olhos vendados. Não há comprometimento. Resta-me apenas andar, mesmos debilitado. Arrastar-me por esse deserto que alguns dias me enganara, dizendo ser um oásis. Maldita miragem. Maldita ilusão martirizante. Por que não me mostraram, desde o princípio, a verdade? O sofrimento seria mais ameno. E agora, conseguirá eu ser resiliente?
Pés calejados.
Ofegante.
Sinto a falência de uma angustiada alma sedenta por um gole, apenas um gole, de tranquilidade e sossego.
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